sábado, 29 de janeiro de 2011

E o que diz o médico?

FERNANDA CORREIA
da Livraria da Folha
Tomaz Vello
Dr. Eric Slywitch é vegetariano e dedica-se à orientação de dietas
Dr. Eric Slywitch é vegetariano e dedica-se à orientação de dietas
Há algum tempo o vegetarianismo entrou em pauta. Seja pela preocupação com o meio ambiente, seja pelo sempre questionado consumo de carne, muitas pessoas mudaram seus hábitos alimentares ou pensaram em fazê-lo.
Eric Slywitch é médico e especialista em nutrição. Vegetariano, dedica seu trabalho a orientar as pessoas que desejam adotar esta dieta. É autor dos livros "Virei Vegetariano e Agora?" e "Alimentação sem Carne", nos quais mostra os benefícios de abandonar o consume de carnes, sempre embasado em pesquisas científicas.
Em entrevista à Livraria da Folha, Slywitch explica o que é ser vegetariano, desfaz a confusão de que quem adota esta dieta não come apenas carne vermelha e derruba o mito que basta substituir os produtos de origem animal por soja.
Entre outras dúvidas, o médico mostra quais os passos a serem seguidos por quem deseja mudar sua alimentação, como os pais devem agir com seus filhos quando estes decidem ser vegetarianos e como alimentar um bebê com esta dieta.
Leia abaixo a entrevista na íntegra:
Livraria da Folha: Existem diversas dúvidas a respeito do que é ser vegetariano. O que é ser vegetariano?
Eric Slywitch: Vegetarianismo é a prática de se alimentar sem nenhum produto que implique na morte de um ser do reino animal.
De forma genérica, vegetariano é o indivíduo que não utiliza nenhum tipo de carne (vermelhas ou brancas) na sua dieta. Assim, a dieta vegetariana é aquela que não utiliza nenhum tipo de carne.
Vegetarianismo é sinônimo de alimentação sem carne. Essa é a característica comum de todos os vegetarianos.
O vegetariano pode ou não utilizar derivados animais na sua alimentação.
Livraria da Folha: Quais os cuidados que devem ser tomados ao adotar uma dieta vegetariana?
Slywitch: O cuidado maior é saber que os substitutos das carnes são os feijões. É comum o vegetariano iniciante abusar do consumo de ovos, queijo e até soja com a intenção de ingerir a "proteína que tinha na carne".
Trocado a carne pelos feijões, é importante que o vegetariano utilize os demais grupos alimentares na elaboração do cardápio.
Na rua, ao escolher pratos vegetarianos pode haver um pouco de dificuldade, pois pratos inocentes, como um simples molho ao sugo, podem conter caldo de carne. Com o tempo, o vegetariano aprende onde estão algumas "armadilhas".
Divulgação
Desfazendo mitos, dr Eric Slywitch mostra como se tornar vegetariano
Desfazendo mitos, dr Eric Slywitch mostra como se tornar vegetariano
Livraria da Folha: Por que ser vegetariano? Quais os benefícios para a saúde?
Slywitch: Há, basicamente, 3 motivos para uma pessoa se tornar vegetariana: ética, saúde e meio-ambiente.
Pelo motivo ético, parar de comer carne significa deixar de infringir dor e sofrimento aos animais.
Do ponto de vista da saúde, estudos com populações vegetarianas, quando comparadas com as que comem carne, mostram redução de inúmeras doenças:
- Redução das mortes por doença cardiovascular em 31% em homens vegetarianos e 20% em mulheres vegetarianas (reunião de 5 estudos prospectivos totalizando 76 mil indivíduos).
- Níveis sangüíneos de colesterol 14% mais baixos em ovo-lacto-vegetarianos do que nos onívoros.
- Níveis sangüíneos de colesterol 35% mais baixos em veganos do que nos onívoros.
- Menor pressão arterial (redução de 5 a 10 mmHg) nos vegetarianos.
- Redução de até 50% do risco de apresentar diverticulite nos vegetarianos.
- Onívoros apresentam o dobro do risco de apresentar diabetes quando comparados com vegetarianos (estudo com 34.198 indivíduos adventistas).
Há estudos recentes demonstrando que os diabéticos, quando adotam uma dieta vegana com baixo teor de gordura (comparados com os que adotam uma dieta preconizada pela Associação de Diabetes Americana) têm o dobro de benefícios com relação à perda de peso, uso de medicamentos, redução do "colesterol ruim" e da perda de proteína pelos rins (microalbuminúria).
- Probabilidade duas vezes menor de apresentar pedras na vesícula nas mulheres vegetarianas (estudo com 800 mulheres entre 40 e 69 anos).
- Os onívoros têm um risco 54% maior de ter câncer de próstata (estudo com 34.198 indivíduos adventistas).
- Os onívoros têm um risco 88 % maior de ter câncer de intestino grosso (cólon e reto). A carne vermelha ou branca está vinculada (de forma independente) com o risco aumentado de câncer de intestino grosso (estudo com 34.198 indivíduos adventistas).
- Redução da incidência de obesidade em vegetarianos. O estudo EPIC-Oxford avaliou 33.883 onívoros e 31.546 vegetarianos e constatou que a obesidade estava presente em 7,1% dos homens e 9,3% das mulheres onívoras, contra 1,6% dos homens e 2,5% das mulheres veganas, respectivamente.
- Pelo menor teor de proteínas e por melhorar o perfil lipídico, a dieta vegetariana pode ser benéfica para os que estão perdendo a função renal.
- Alguns estudos apontam que uma dieta vegetariana sem derivados animais e com predominância de alimentos crus reduz os sintomas de fibromialgia.
O meio-ambiente agradece ao pararmos de comer carne, pois a pecuária é uma atividade que contribui de forma significativa com a contaminação de mananciais aqüíferos do planeta, a desertificação de solos, a devastação de florestas e ecossistemas, além de contribuir com o aumento de emissão de gazes que geram o efeito estufa, pois a pecuária é a principal fonte dessas emissões oriundas das atividades humanas segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Cerca de 18% de todos os gazes com potencial de causar efeito estufa provém da pecuária, enquanto 13% provém dos meios de transporte.
Livraria da Folha: O que levou você a seguir esta dieta?
Slywitch: Na adolescência, praticando artes marciais, me interessei pela filosofia oriental, especialmente o budismo. Aos poucos comecei a questionar o consumo da carne e por isso abandonei seu consumo.
Livraria da Folha: Há riscos para saúde ao abandonar o consumo de carne?
Slywitch: Podemos correr riscos de deteriorar a saúde se qualquer grupo alimentar for indevidamente substituído. A baixa ingestão de frutas e verduras pela população (que come carne) foi a responsável pela fortificação de farinhas com esses nutriente.
Parar de comer carne implica em utilizar outros alimentos que compensem sua abstenção no cardápio.
Sendo feito isso, não há risco algum para a saúde.
Livraria da Folha: Como substituir os nutrientes oferecidos pela carne?
Slywitch: Recomendo que o vegetariano sempre ingira feijões, o que inclui ervilha, lentilha, grão de bico... Esses são os melhores substitutos da carne.
A soja é desnecessária para o vegetariano. Ele pode utilizá-la, mas a sua ausência no cardápio não traz problema algum.
Os demais alimentos também são bem conhecidos como parte de uma dieta saudável: cereais (de preferência integrais), verduras, legumes, batatas, frutas, condimentos, oleaginosas (opcionais, pois apesar de benéficas têm maior custo). Para os que utilizam, o cardápio pode contemplar ovos e laticínios.
Livraria da Folha: Existe alguma restrição para adotar esta dieta? Crianças, por exemplo, podem segui-la?
Slywitch: Não há riscos se a alimentação está equilibrada.
Pais católicos criam filhos católicos. Pais judeus criam filhos judeus.
Pais onívoros criam seus filhos comendo carne. Pais vegetarianos criam filhos vegetarianos.
É direito dos pais passarem os valores de vida que têm aos filhos, desde que aprendam sobre o que deve ser feito para suprir com segurança as necessidades do bebê.
Bebês que comem carne podem precisar de suplementos de ferro em determinado momento de vida, assim como o vegetariano.
O ponto de destaque é a vitamina B12, que sempre deve ser suplementada no vegetariano, apesar de sabermos que o que come carne também pode ter deficiência.
Todos os outros nutrientes podem ser supridos como na dieta com carne sem dificuldades.
Livraria da Folha: Como montar uma dieta vegetariana pela primeira vez?
Slywitch: O cardápio básico deve conter cereais (de preferência integrais), frutas, verduras, legumes, feijões e óleos de boa qualidade (como o de oliva). As oleaginosas são opcionais. A redução de alimentos processados, gordurosos, frituras e doces é bem vinda, apesar de ser a recomendação solicitada a quem come carne também.
Se tiver um profissional de saúde para avaliar a sua dieta, isso será proveitoso também.
Divulgação
Em guia prático, mostra como substituir a carne nas refeições
Em guia prático, mostra como substituir a carne nas refeições
Livraria da Folha: Existem diferentes tipos de vegetarianos? Quem são os veganos?
Slywitch: Os tipos são vários, como pode ver abaixo:
- Ovo-lactovegetariano: é o vegetariano que utiliza ovos, leite e laticínios na sua alimentação.
- Lactovegetariano: é o vegetariano que não utiliza ovos, mas faz uso de leite e laticínios.
- Vegetariano estrito: é o vegetariano que não utiliza nenhum derivado animal na sua alimentação. É também conhecido como vegetariano puro.
- Vegano: é o indivíduo vegetariano estrito que recusa o uso de componentes animais não alimentícios, como vestimentas de couro, lã e seda, assim como produtos testados em animais. Em inglês você vai encontrar o termo "vegan" como referência a esse indivíduo. No Brasil esse termo foi traduzido como vegano.
- Crudivorista: é, na grande maioria dos casos, um vegetariano estrito que utiliza alimentos crus, ou aquecidos no máximo a 42oC. Alguns podem aceitar leite cru e carne crua também, descaracterizando o termo vegetariano estrito. A utilização de alimentos em processo de germinação (cereais integrais, leguminosas e olegainosas) é comum nessa dieta. Diferente do que se pode imaginar, essa dieta apresenta preparações bastante sofisticadas e saborosas.
- Frugivorismo: vegetariano estrito que utiliza apenas frutos na sua alimentação. O conceito de "frutos", nesse caso, segue a definição botânica, que inclui os cereais, alguns legumes (abobrinha, beringela...), oleaginosos e as frutas.
- Macrobiótico: designa uma forma de alimentação que pode ou não ser vegetariana. O macrobiótico tem um tipo de alimentação específica, baseada em cereais integrais, com um sistema filosófico de vida bastante peculiar e caracterizado. A dieta macrobiótica, diferentemente das vegetarianas, apresenta indicações específicas quanto à proporção dos grupos alimentares a serem utilizados. Essas proporções seguem diversos níveis, podendo ou não incluir as carnes (geralmente brancas). A macrobiótica não recomenda o uso de leite, laticínios ou ovos.
- Semi-vegetariano: indivíduo que faz uso de carnes, geralmente brancas, em menos de 3 refeições por semana. Alguns consideram essa terminologia quando em apenas uma refeição por semana. Esse termo ganha importância nos estudos científicos, na comparação dos efeitos à saúde entre vegetarianos e onívoros, já que, teoricamente, o semi-vegetariano consome carne, mas menos do que um onívoro. Atenção: esse indivíduo não é vegetariano.
Livraria da Folha: Alguns pais assustam-se quando os filhos adotam a dieta. Quais os conselhos que você dá a pais e filhos?
Slywitch: Conversem! Os filhos devem mostrar aos pais os motivos que os levaram a adotar o vegetarianismo. Os pais devem se conter quando o intuito é criticar a decisão dos filhos.
Os pais devem saber que, quando uma pessoa (o filho) adotou o vegetarianismo pensando nos animais, a retaliação da escolha do filho apenas vai criar conflitos dentro de casa, pois nesse caso o que está mandando é a emoção, o coração. O vegetariano que foi tocado pela questão dos animais, geralmente, não consegue realmente comer mais carne.
A família terá que se abrir para repensar o preparo dos pratos. Os pais podem ajudar muito os filhos a adotarem a dieta com mais segurança.
http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/837717-soja-e-desnecessaria-para-o-vegetariano-diz-especialista-eric-slywitch.shtml


                                        

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Esclarecimentos de um Espírito:

         

Vejamos o que este espírito -Ramatis- muito conceituado no meio 
espírita nos fala sobre alimentação de animais:

Pergunta — Mas a alimentação carnívora, principalmente no Ocidente, 

já é um hábito profundamente estratificado no psiquismo humano. 
Cremos que estamos tão condicionados organicamente à ingestão de
carne, que sentir‐nos-íamos debilitados ante a sua mais reduzida dieta!

Ramatís: — Já tendes provas irrecusáveis de que podeis viver e gozar

de ótima saúde sem recorrerdes à alimentação carnívora. Para provar 
o vosso equívoco,bastaria considerar a existência, em vosso mundo, 
de animais corpulentos e robustos, de um vigor extraordinário e que, 
entretanto, são rigorosamente vegetarianos, tais como o elefante, 
o boi, o camelo, o cavalo e muitos outros.
Quanto ao condicionamento biológico, pelo hábito de comerdes carne, 
deveis compreender que o orgulho, a vaidade, a hipocrisia ou a 
crueldade, também são estigmas que se forjaram através dos séculos, 
mas tereis que eliminál-os definitivamente do vosso psiquismo. 
O hábito de fumar e o uso imoderado do álcool também se estratifi-
cam na vossa memória etérica; no entanto, nem por isso os justificais 
como necessidades imprescindíveis das vossas almas invigilantes.
Reconhecemos que, através dos milênios já vividos, para a formação 
de vossas consciências individuais, fostes estigmatizados com o vita-
lismo etérico da nutrição carnívora; mas importa reconhecerdes que já 
ultrapassais os prazos espirituais demarcados para a continuidade 
suportável dessa alimentação mórbida e cruel. Na técnica evolutiva 
sideral, o estado psicofísico do homem atual exige urgente aprimora-
mento no gênero de alimentação; esta deve corresponder,também, 
às próprias transformações progressistas que já se sucederam na 
esfera da ciência, da filosofia, da arte, da moral e da religião.
O vosso sistema de nutrição é um desvio psíquico, uma perversão do
gosto e do olfato; Aproximai-vos consideravelmente do bruto, nessa 

atitude de sugar tutanos de ossos e de ingerirdes vísceras na feição de saborosas iguarias.
Estamos certos de que o Comando Sideral está empregando todos os 

seus esforços a fim de que o terrícola se afaste, pouco a pouco, da 
repugnante preferência zoofágica.


Fonte: Fisiologia da Alma - Ramatis - Psicografado por Hercílio Maes



                                             ***

E o que dizer então do V Mandamento: "Não matareis"?
Lá não especifica: "Não matareis somente os homens, pois os animais 

estão liberados para serem mortos."
A lei está lá, e é uma só.

É de todos os tempos e de todos os países, e tem, por isso mesmo, um caráter divino.

Cabe a Ética e o Amor acima de tudo!






terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Parabéns pra você... nesta data querida...

                                    04 aninhos 'Mirella' !!!
                        
                          

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Vergonha...


                              
A vergonha me enche de novo!
Sinto.
Mas porquê?
Temos o hábito (matar...). 
Estamos com ele.


Temos alternativa?
Sim, temos.
Então porquê continuar?  

                 
Maldade.
Engano?
Não.
Temos a consciência nos indicando o caminho. Nos apontando o(s) erro(s).
Paremos, então!
Urgente pararmos. Pra ontem!
A carne dói na carne.
Dói na carne Deles;
Dói na alma Deles!
Inocentes Eles são.
Choro o choro contido Deles.
Choro pedindo por Eles.
Choro por Amor a Eles.
Dói em mim a Dor Deles!
Sinto na alma a impotência do meu Ser.


Eu os Amo.
Amo todos. Cada um em sua dor.
Amo todos: Pequenos e Grandes Animais!


São meus Irmãos em Deus.
São meus Amores em Deus.
São meus amigos na Terra!


Eu os Defenderei sempre, haja o que houver.
Digam o que disserem.


Obrigada ao Criador pela vida em companhia dos Animais!
Pelo Amor Incondicional.
Seres Especiais.
Irmãos de Alma.


O Céu é de vocês !!!






sábado, 8 de janeiro de 2011

O bife de cada dia

Não é difícil imaginar por que a indústria da carne não deixa nem o mais entusiasta dos carnívoros chegar perto de seus matadouros. Até mesmo nos matadouros onde o gado morre rapidamente, é dificil imaginar um dia sem que vários animais (dezenas, centenas?) sejam mortos de maneira horripilante.

Num matadouro típico, o gado é conduzido por uma rampa até um receptáculo cilíndrico por onde sua cabeça vai se encaixar. O funcionário encarregado de abater, ou chamado “batedor”, atira com uma pistola pneumática entre os olhos da vaca. Um parafuso de aço penetra o crânio do animal normalmente levando-o à inconsciência ou à morte. Às vezes o tiro só atordoa o animal, que permanece consciente ou mais tarde acorda enquanto está sendo “processado”. Vamos ao que interessa aqui: os animais são sangrados, pelados e esquartejados enquanto conscientes. Isso acontece o tempo todo. A combinação velocidade de linha de produção, que aumentou 800% nos últimos 100 anos, e o pouco treinamento dos funcionários, que trabalham sob péssimas condições, é garantia de erros.
Em 12 segundos ou menos, a vaca que recebeu o tiro de pistola vai para o final da rampa e chega até o próximo funcionário, que vai amarrar uma corrente em volta das pernas traseiras e assim levantar o animal, deixando-o pendurado. Ele é agora mecanicamente transportado até o próximo funcionário, que corta as artérias da carótida e a veia jugular no pescoço da vaca. Ela é transportada novamente até a linha de sangramento, onde seu sangue será drenado por vários minutos.
Cortar o fluxo de sangue que irriga o cérebro do animal vai matá-lo, mas não instantâneamente. Se a incisão for feita de forma errada, isso pode restringir o fluxo de sangue, prolongando ainda mais o estado consciente do animal. “Eles piscam os olhos e esticam o pescoço de um lado pro outro, desesperados”, explicou um funcionário.
A vaca então é transportada pela linha até o “pelador de cabeças” - a parada onde a pele da cabeça do animal é arrancada. A porcentagem de gado ainda consciente nesse estágio é baixa, mas não é zero. Um dos funcionários acostumados com esse procedimento explicou: “Muitas vezes o “pelador” percebe que o animal ainda está consciente e começa a chutar enlouquecidamente. Se isso acontece, o pelador enfia uma faca na parte de trás da cabeça do bicho pra cortar a espinha”.
Essa prática, descobriu-se, imobiliza o animal, mas não o torna insensível. Não dá pra saber quantos animais passam por isso porque ninguém tem permissão de investigar isso a fundo.
Depois do pelador-de-cabeças, a carcaça (a vaca) passa pelos encarregados das pernas, que são os funcionários que cortam as partes inferiores das pernas do animal. “Já os animais que voltam à vida nessa parte do processo”, disse um dos funcionários, “parece até que eles vão subir pelas paredes. E um funcionário não vai querer esperar até que chegue alguém lá pra tentar matá-los, então ele simplesmente corta a ponta das pernas com um tesourão. Quando se faz isso, o gado fica maluco, chutando pra todos os lados”.
O animal então é completamente pelado, eviscerado e cortado ao meio, e a essas alturas ele finalmente já está parecido com o bife - aquele que a gente vê pendurado na geladeiras e freezers, assustadoramente imóvel.
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O original do texto acima é de Jonathan Safran Foer (autor do best seller “Eating Animals”) para o periódico britânico The Guardian. O título, em inglês, é How cows become beef. Foi traduzido porque é uma realidade que já passou da hora de vir à tona e que infelizmente nem todo mundo quer saber.
O livro “Eating Animals” é traduzido por Adriana Lisboa e lançado no Brasil pela editora Rocco.
por Andréa Nichols

Seres Inocentes



Criança pergunta cada coisa...



                                                

No Supermercado: Pai empurra carrinho com filho dentro. Param em frente ao açougue e Juquinha, olhando para as embalagens plastificadas, pergunta:
-Pai, o que é carne?
-Ué, filho, então você não sabe? É comida, ora!
-Sei… mas de onde vem a carne? É o moço do supermercado que faz?
-Não, os bichinhos é que dão pra gente.
-Todos os bichinhos?
-Não, só alguns: O boi, o porco, a galinha, o peixe…
-Ah, tá!… Mas aí eles ficam sem a carne deles?
-(Criança pergunta cada coisa…) É, meu filho, eles morrem pra gente comer a carne deles.
-Mas… e porque o Papai do Céu deixa eles morrerem?
-Porque o Papai do Céu gosta mais da gente do que dos bichinhos!
Satisfeito com o silêncio do filho, Juca achou que sua explicação havia encerrado a questão.
Mas na longa fila do caixa, Juquinha pensa…
-Pai, sabe aquele garoto da outra rua que não deixa eu andar na bicicleta importada dele?
-Sei…
-Se o Papai do Céu gostasse mais de mim, deixava ele morrer e eu ficava com a bicicleta dele?…
fonte: vista-se

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O sacrifício dos inocentes







Nem Maomé nem Jesus Cristo mandou que fizéssemos a matança que há em todo este mundo.  Muito pelo contrário:
 "Vim para abolir as festas sangrentas e os sacrifícios, e se não cessais de sacrificar e comer carne e sangue de animais, a ira de Deus não terminará de perseguí-los, como também perseguiu a vossos antepassados no deserto, que se dedicaram a comer carne e que foram eliminados por epidemias e pestes..." (Isto está escrito no capítulo 21 do "Evangelho dos Doze Santos", um dos Manuscritos encontrados nas cavernas de Qunram junto ao Mar Morto.)

E Maomé também teria dito:
"Aquele que tem piedade (até) para com um pardal e poupa sua vida, Alá ser-lhe-á misericordioso no dia do julgamento... Uma boa ação feita a um animal é tão meritória quanto uma boa ação feita a um ser humano."
E através do Profeta Isaias Deus disse:
"De que me serve a multidão de vossos sacrifícios? Já estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais nédios; e não folgo com o sangue de bezerros, nem de cordeiros nem de bodes. Quando vinde para compareceres perante mim, quem requereu isso (tais sacrifícios) de vossas mãos e viésseis pisar meus átrios?"
"Quando estendeis as vossa mãos, escondo de vós meus olhos: sim quando multiplicais as vossas orações (tantas vezes vãs repetições) não as ouço porque as vossas mãos estão cheias de sangue...
Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos, cessai de fazer o mal: Aprendei a fazer o bem, praticai o que é reto..."
Esquecemos do mandamento principal:  "NÃO MATAR"
Não está escrito lá entre os mandamentos: Não matar os homens ou os animais.
Não há especificações. Simplismente Não Matar.
Verdadeiras palavras de um Deus Justo e Bom. Estão no Velho Testamento em Isaías - Cap. 01:11 a 17.
Há quem dê respostas pessoais dizendo que Deus autoriza e até indica que devemos matar e comer a carne de nossos irmãos menores, pois há a necessidade da sobrevivência. Que na Bíblia há passagens onde a vaca e outros animais existem para o consumo humano... e por aí vai todas as desculpas que se possa dar para continuar com o hábito de tirar vidas inocêntes. 
São chacinas diárias onde animais são abtidos e esquartejados "para garantir a nossa sobrevivência".
Grande religiões como Cristãs e Muçulmanas sacrificam os animais para  comemoração de datas festivas como Páscoa, Natal, etc...
Pensemos nesta época de transição planetária em que nos encontramos, se isto que estamos a fazer com  Seres Inocentes é realmente algo que vai de alguma maneira contribuir para a nossa evolução como Seres Humanos ou ajudar na evolução do Planeta?!
Alguém sairá ganhando com todo esse sofrimento? Quem?


Não há mais como continuar com esta venda cobrindo os nossos olhos!


 Por favor, Parem com a Matança !!!





domingo, 2 de janeiro de 2011

A indústria da carne maltrata animais

Hoje mais do que nunca o animal se tornou um mero produto, uma máquina de fazer dinheiro. Alguns abatedouros arrancam a pele dos bois ainda vivos, mergulham porcos em tanques de água fervente e maltratam animais vivos para manter as linhas de produção em velocidade constante. O ser humano esqueceu que esses animais também são seres vivos, que também sofrem como nós e merecem respeito.   
 
                          
Segundo o açougueiro Rudinei Navarezi, que trabalhou vários anos em abatedouros, há várias técnicas para matar os animais. O gado bovino, por exemplo, passa por vários estágios, desde o corte dos chifres com um alicate – sem anestesia – até o desnucamento, corte profundo no pescoço para que o animal sangre até morrer. “Enquanto os bois estão na fila para o abate, ficam mugindo muito alto. Eles sentem o cheiro de sangue e vêem os pedaços de carne no corredor. Ficam desesperados e tentam fugir dando saltos, daí a gente tem que amarrá-los com força”, detalha Navarezi. Durante o processo, os animais ficam muito nervosos e descarregam na corrente sanguínea substâncias tóxicas que permanecem na carne. Rudinei lembra de um caso que o marcou muito: “Eu estava no meio do processo de abate de um boi muito bravo. Ele começou a ficar muito nervoso, suas veias do pescoço estavam tão saltadas que formavam um nó. Ele não sangrava, então tive que puxar as veias com a mão e fazer mais um corte. Ele sentiu muita dor. Os gritos de sofrimento daquele boi vão ficar pra sempre na minha memória”.
Isso não é o pior. Pesquisas presentes no livro “Libertação animal”, de Peter Singer, mostram que um terço dos bezerros machos é morto imediatamente após o parto, e cerca de 40% deles é criado para o mercado de vitelas. Para produzir as tão famosas carnes de vitela, conhecidas como “baby beef”, os bezerros são separados das mães com apenas uma semana de vida, são presos em pequenos compartimentos, para que não se movimentem e assim não criem músculos, ficam cegos, pois não tem contato com nenhum tipo de luz, e são alimentados apenas de leite, para que fiquem anêmicos e fracos, assim, sua carne fica bem macia.
No local em que Navarezi trabalhava, havia também porcos, que na opinião dele, tem uma morte mais cruel que a dos bois. “Acho que por termos essa visão de que porcos são sujos, as pessoas não tem tanta pena, mas eles são mortos de um jeito horrível. E reagem bem mais que os bois”, comenta o açougueiro. Ainda filhotes, são cortados os rabos dos porquinhos, as orelhas e os dentes – a sangue frio- além de serem castrados para que engordem rapidamente. O modo de abate é basicamente o mesmo dos bovinos, porém, após o sangramento, os suínos são imersos – ainda vivos – em tanques de água fervente para retirada dos pêlos. Muitos ainda piscam quando chegam à mesa de corte.
Além dos bois e porcos, os frangos também sofrem muito. Desde pequenos, são submetidos a processos cruéis de escolha. Os pintinhos que não se enquadram no padrão exigido pelas granjas são, simplesmente, triturados todos os dias. As granjas de ovos não fazem uso dos pintos machos, que são mortos em câmaras de gás, sufocados em sacos plásticos ou esmagados. Os que passam por essa seleção têm dois terços de seus bicos cortados com uma lâmina quente, causando dor durante semanas, para não bicarem os outros frangos. As granjas industriais são adaptadas com gaiolas minúsculas e com luz constante para que as aves pensem que é dia e não parem de comer. Muitas delas ficam tão pesadas que não agüentam seu próprio peso e quebram as pernas, tudo isso para que, em apenas sete semanas, estejam prontas para o abate, sendo que normalmente viveriam sete anos.
Tudo isso para alimentar as grandes indústrias e os caprichos humanos.
Questionado sobre qual é a sensação que se tem ao matar tantos animais indefesos, Navarezi declarou: “Hoje tenho vergonha do que já fiz, mas no interior, onde cresci, é a coisa mais normal do mundo. Nascemos sabendo que todos esses bichos vão ser mortos e nem ligamos. A gente se acostuma com as cenas chocantes e as reações de pânico dos animais. Na hora, a gente só se preocupa em fazer o trabalho bem feito. Mas eu acho um ato de crueldade muito grande, os métodos deveriam ser menos dolorosos”.
O mais impressionante de tudo isso é que continuamos com os mesmos hábitos de sempre, pois não há divulgação suficiente desses maus tratos. Foi pensando nisso que a ambientalista Nina Rosa Jacob criou, em 2000, o Instituto Nina Rosa – Projetos de amor à vida. A ONG divulga o sofrimento imposto a bois, frangos e porcos, tentando mudar o conceito já enraizado em nossa sociedade de que os animais foram feitos para comer. A intenção é valorizar esses animais e melhorar a vida deles, por meio de pesquisas e projetos educacionais. A maior contribuição do instituto foi a elaboração do documentário “A carne é fraca”, que mostra detalhes desconhecidos pela maioria das pessoas sobre os matadouros e os males causados pela criação de gado à natureza e apresenta dicas sobre como cada pessoa pode fazer a sua parte.
“Os tempos mudam, e o Universo está nos cobrando maior consciência e responsabilidade sobre as implicações que nossas escolhas provocam na existência de outros seres e da própria Terra em que vivemos”, desabafa Nina Rosa.
Amanda Ribas,
estudante de Jornalismo do Centro Universitário Positivo
UnicenP – Curitiba, Paraná.
Fonte: http://www.guiavegano.com.br