sábado, 31 de dezembro de 2011
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Deixe-me Viver!: A Carne de vitela: " huuuuuummm..."
Deixe-me Viver!: A Carne de vitela: " huuuuuummm...": "A carne de vitela , é muito apreciada por ser tenra, clara e macia . O que pouca gente sabe é que o alimento vem de muito sofrimento do...
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
A Carne de vitela: " huuuuuummm..."
Esse procedimento é para que o filhote não crie músculos e a carne se mantenha macia. "Baby beef", é o termo que designa a carne de filhotes ainda não desmamados. O mercado de vitelas nasceu como subproduto da indústria de laticínios que não aproveitava grande parte dos bezerros nascidos das vacas leiteiras. Veja como é obtido esse "produto":
Assim que os filhotes nascem, são separados de suas mães, que permanecem por semanas mugindo por suas crias. Após serem removidos, os filhotes são confinados em estábulos com dimensões reduzidíssimas onde permanecerão por meses em sistema de ganho de peso - alimentação que consiste de substituto do leite materno. Um dos principais métodos de obtenção de carne branca e macia, além da imobilização total do animal para que não crie músculos, é a retirada do mineral ferro da sua alimentação tornando-o anêmico e fornecendo o mineral somente na quantidade necessária para que não morra até o abate. A falta de ferro é tão sentida pelos animais, que nada no estábulo pode ser feito de metal ferruginoso, pois eles entram em desespero para lamber esse tipo de material. Embora sejam animais com aversão natural à sujeira, a falta do mineral faz com que muitos comam seus próprios excrementos em busca de resíduos desse mineral.
Alguns produtores contornam esse problema colocando os filhotes sobre um ripado de madeira, onde os excrementos possam cair num piso de concreto ao qual os animais não tenham acesso. A alimentação fornecida é líquida e altamente calórica, para que a maciez da carne seja mantida e os animais engordem rapidamente. Para que sejam forçados a comer o máximo possível, nenhuma outra fonte de líquido é fornecida, fazendo com que comam mesmo quando têm apenas sede. Com o uso dessas técnicas, verificou-se que muitos filhotes entravam em desespero, criando úlceras pela sua agitação e descontrole no espaço reduzido.
Uma solução foi encontrada pelos produtores: a ausência de luz; a manutenção dos animais em completa escuridão durante 22 horas do dia, acendendo-se a luz somente nos momentos de manutenção do estábulo. No processo de confinamento, os filhotes ficam completamente mobilizados, podendo apenas mexer a cabeça para comer e agachar, sem poderem sequer se deitar.
Os bezerros são abatidos com mais ou menos 4 meses de vida - de uma vida de reclusão e sofrimento, sem nunca terem conhecido a luz do sol.
E as pessoas comem e apreciam esse tipo de carne sem terem idéia de como é produzida. A criação de vitelas é conhecida como um dos mais imorais e repulsivos mercados de animais no mundo todo. Como não há no Brasil lei específica que proíba essa prática - como na Europa - o jeito conscientizar as pessoas sobre a questão. Nossa arma é a informação. Se souber o que está comendo, a sociedade que já não mais tolera violências, vai mudar seus hábitos. Podemos evitar todo esse sofrimento não comendo carne de vitela ou "baby beef" e repudiando os restaurantes que a servem. O consumidor tem força e deve usar esse poder."
Pelo Amor de Deus, paremos com esta Loucura!!!
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Comer sem culpa!
Porque não começar agora? Você já parou um minutinho para pensar: " Porque não tento? Experimento... vejo como me sinto, como meu Eu se sente, percebo meus pensamentos em relação a isso, presto atenção ao que meu corpo sente e diz (leveza, bem-estar) e então concluo o melhor, para mim e para eles, dos quais me alimento. Posso tentar!!
Deixá-los VIVER até quando DEUS quiser!!!
Direito de todo Ser. Só quem pode tirar a Vida é quem a criou. Nenhum Ser está autorizado a matar e comer outro! Pense nisto quando experimentar comer sem a carne dos animais. Digo que é uma alimentação maravilhosa, rica, leve, saborosa e muito criativa. E o melhor desta grande opção é comer sem culpa! Existe algo mais feliz do que tomar esta decisão neste Natal às deste Ano, fazendo parte da grande Mudança Planetária?
"Comer sem culpa" é a minha grande dica para o final deste ciclo e para o começo do Novo.
Felicidade a todos! Muito Amor nos corações humanos! E que parte deste amor seja dedicado especialmente aos nossos próximos mais próximos:
Os animais.
Vamos deixá-los viver!!
Paremos com a matança!!!
Paremos com a matança!!!
terça-feira, 7 de junho de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Direito de Viver
-Francisco Lemos-
Matar nunca fez parte do projeto original de Deus para o nosso planeta
“Tudo o que vive quer viver.” Essa frase, atribuída a Francisco Assis, jovem italiano que deixou sua marca no mundo como alguém que respeitava a vida, soa como um manifesto de criaturas mudas. Outra frase mais antiga, atribuída a Deus, o criador da vida, é mais conclusiva ainda, menos aberta e menos concessória: “Não matarás” (Êxodo 20:13). “Não matarás” faz parte do decálogo entregue originalmente aos judeus através de Moisés, e a todas as pessoas através de Jesus Cristo. Esse mandamento é muito abrangente e vai além do ato de tirar a vida de um ser humano.
Não matar… o próximo. O cúmulo da arrogância que o mal lançou no coração do ser humano é o pretenso direito de tirar a vida de outro ser humano. O holocausto judeu “justificou-se” na mente louca de Hitler e seus colaboradores com a pretensão de criar uma raça superior. Mata-se por amor, mata-se para defender a pátria, por autodefesa, mata-se pela manutenção da honra. Mas também mata-se para roubar, vingar.
Não matar… a você mesmo. E de quantas maneiras isso é possível? A maioria jamais pensaria em fazer isso pulando do alto de um prédio ou se enforcando. Mas há outras maneiras bem mais sociáveis: fumando cigarros, tomando bebidas alcoólicas, usando drogas, trabalhando demais, dormindo pouco, comendo demais ou de menos.
Cuidar do corpo é zelar do maior patrimônio que temos. Fazemos isso praticando exercícios físicos e selecionando o alimento que ingerimos. É verdade que há um bom número de brasileiros que não tem o mínimo para comer, e muito menos poderiam selecionar algo. Bom seria se os pais, professores e a mídia se preocupassem em ensinar bons modos alimentares e estimulassem a produção, unicamente, de artigos saudáveis. Os gastos com a saúde seriam bem menores, e mesmo os que têm menor renda poderiam usufruir de melhores alimentos e de comportamentos mais saudáveis.
Não matar… os animais. Se matamos gente, pessoas, que dizer dos animais? Por incrível que possa parecer, matar bicho é uma boa escola para matar gente. Começamos matando galinhas, peixes, porcos e vacas para comer e depois, que diferença haveria em fazer isso com pessoas? Não estou afirmando que quem mata galinha mata gente. Minha avó matava galinhas e nunca matou ninguém, quanto eu sabia. Entretanto, sabe-se que lidar com essa situação e consumir alimentos cárneos exageradamente pode embrutecer as pessoas.
“Razões” para matar bichos, temos e muitas: porque precisamos comer, por que são perigosos, por que envelhecem, porque adoecem. Os animais não falam e não possuem raciocínio elaborado como o nosso. Talvez. Mas ao ser empurrado para o corredor da morte de um moderno frigorífico, na verdade, para o matadouro, nenhum boi ou porco entra ali de boa vontade. O animal empaca, se espreme contra a parede, derrama lágrimas, e só avança quando forçado por um bastão pontiagudo. Ele vive e quer viver, mas quem se importa com isso?
As galinhas são criadas em cativeiros super lotados e superiluminados para que não durmam e comam sem parar. Em vida têm os bicos cortados. Na hora da morte, recebem um choque elétrico e perdem o pescoço por degola. Os gansos, coitados, recebem tratamento medieval para fornecer a seres humanos egoístas o caríssimo patê foie gras. Os criadores enfiam um funil na garganta do bicho e o entopem de comida durante meses, forçando o fígado da ave a trabalhar excessivamente. Por isso, ele inflama, incha e fica cheio de gordura. Quer dizer: além de ser uma doença, o caríssimo foie gras é produto de maldade pura. Gansos, patos, perus e galinhas querem viver, mas quem se importa com isso?
A morte não tinha lugar no projeto de Deus ao criar os primeiros seres humanos sobre a Terra e estabelecê-los no tão famoso jardim do Éden. Naquele lugar, a vida dava o tom. Ninguém matava nada, por motivo nenhum. Nem por fome, nem por vingança, nem por ódio, nem por defesa. O cardápio era composto por vegetais e o amor intermediava todas as ações.
Neste mundo pós-Éden, nossos carros matam cachorrinhos nas estradas, nossa fome sacrifica e devora milhões de seres que nunca pulariam de um viaduto para se matar. Nosso direito ao lazer enfia anzóis goela abaixo de peixes magníficos. Se um dia pensarmos nas razões dos animais…
Francisco Lemos é editor de Vida e Saúde
Fonte: Revista Vida e Saúde, edição de setembro 2005
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
A produção industrial da morte
A legislação brasileira e o tratamento ético dos animais*
Juliana Vergueiro Gomes Dias
Este trabalho visa fazer uma breve reflexão sobre a premissa do humanitarismo presente no discurso sobre a prática brasileira contemporânea de abate industrial de animais, tendo como foco o "abate humanitário", sanção de recente regulamentação neste país. Tal sanção consiste em uma série de prescrições quanto ao manejo dos animais destinados ao consumo, além de uma rigorosa ordenação dos procedimentos de abate, tornando obrigatória a insensibilização do animal precisamente um minuto antes da sangria, que, esta sim, deverá levá-lo à morte. Tendo em vista que a finalidade expressa da lei é evitar a dor e o sofrimento do animal antes e durante o abate, procurarei apontar como a expressão que conjuga abate e humanitarismo permite conciliar, de forma paradoxal, ética e eficácia técnica.
Para tanto, discutirei os conceitos de humanidade e animalidade que permeiam a discussão do abate, visando apreender os recursos simbólicos mobilizados para a realização do ato de abater, bem como os processos de classificação que dela decorrem.
Sobre os animais, o homem
Lembre-se que o princípio que dá nome a esta Jornada de Ética, Não Matarás, tem sistematicamente excluído outros seres vivos de sua esfera de aplicação. Malgrado as sociedades capitalistas tenham hoje, como uma de suas bases, a exploração dos animais, a mesma encontra-se de tal modo naturalizada e diluída em nossas práticas cotidianas, que dela quase não tomamos consciência.
No entanto, como mostraram estudos clássicos (C.Lévi-Strauss, 1997; E.Leach, 1983; M.Sahlins, 1979), a produção industrial de animais resulta de concepções acerca da natureza, sobre as quais devemos nos deter.
O historiador inglês Keith Thomas (1989), num estudo sobre as transformações das percepções em relação aos animais entre os séculos XVI e XIX na Inglaterra, mostra que o início do período moderno foi marcado pela idéia do predomínio humano sobre a natureza, assegurado pela providência divina. Tudo nos animais era, então, marca divina e prova de que sua existência resumia-se a servir a alguma necessidade humana.
Admirava-se o engenhoso plano divino de compor minuciosamente o mundo para os homens, que colocara os camelos na Arábia, onde não havia água; que fazia com que as bestas selvagens habitassem no deserto, onde não incomodariam os homens; que havia criado os cães para demonstrar lealdade afetuosa; o boi e o cavalo para labutar a serviço dos homens e até o piolho para incentivar no homem hábitos de higiene.
Os exemplos são vastos e mostram que toda existência animal articulava-se a algum propósito humano, se não prático, ao menos moral ou estético. O fundamento de cunho religioso e a deificação da natureza que se coloca na base do predomínio humano sobre os animais é progressivamente substituído, com a intensificação da produção capitalista, por uma exploração sistemática do mundo natural.
A demarcação entre natureza e cultura, ainda que mobilizada por novos argumentos, permanecia vigente, de modo que o domínio humano sobre os animais reiterava a idéia de inferioridade e selvageria destes.
Analisando essa dicotomia, o autor mostra como a representação animal
"(...) atribuía aos animais impulsos da natureza que [o homem] mais temia em si mesmo – a ferocidade, a gula, a sexualidade – mesmo sendo o homem, e não os animais, quem guerreava sua própria espécie, comia mais do que devia e era sexualmente ativo durante todo o ano. Foi enquanto um comentário implícito sobre a natureza humana que se delineou o conceito de 'animalidade'" (1989:48).
Concluímos, assim, com K.Thomas, que a predação animal não se explica como conseqüência de uma separação entre animal e humano, mas como sua causa, visto que aquela não consiste em fronteira dada, inelutável, mas é fruto de uma construção social historicamente localizável.
Resultante de um processo classificatório orientado por práticas tais como a vivissecção, o hábito de comer carne, a caça esportiva, etc., a naturalização dessa separação vem, portanto, estrategicamente, legitimar a predação.
O sentido das categorias 'humano' e 'animal', deste modo, não está dado, mas resulta de um processo classificatório cujos significados são disputados em arenas políticas. Lévi-Strauss (1976: 49) lembra-nos que a mesma matriz simbólica que separa radicalmente humanidade e animalidade, separa, também, humanos de outros humanos.
O abate humanitário
Diferentemente da criação tradicional, que aproximaria animal e humano (K.Thomas, 1989; S.Dalla Bernardina, 1991; A.M.-Brisebarre, 1998; entre outros), a criação industrial parece pressupor, em todas as suas etapas, um afastamento, tanto simbólico quanto geográfico. No entanto, a conjunção entre matança e ação humanitária na expressão "abate humanitário" parece indicar uma identificação, operação simbólica que reconheceria semelhança aos animais, como bem apontou Claude Lévi-Strauss, a propósito da piedade rousseauniana, consistindo em
"(...) "uma repugnância inata por ver sofrer um semelhante" (Discours) ; (...) cuja descoberta obriga a ver um semelhante em todo ser exposto ao sofrimento e possuidor, por isso, de um direito imprescindível à comiseração" (C.Lévi-Strauss, 1976:49)
Tal nos parece ser, então, o dilema que a legislação brasileira tenta resolver: ela demonstra que tem havido demanda social por reestruturação da instituição do abate industrial de animais, estendendo a eles um conjunto de preceitos éticos. Reestruturação que, todavia, não abole a categoria "animal de corte" – isto é, o animal criado, exclusivamente, para o abate e consumo – mas, antes, reitera-o.
Como mostrou Keith Thomas para o período inicial de industrialização da produção animal, o afastamento dos matadouros em relação aos centros urbanos respondia ao dilema proposto pelo abate. O "abate humanitário", no entanto, parece propor que o afastamento geográfico não supre mais os requisitos do afastamento estatutário do animal para consumidores urbanos nos tempos atuais.
Para apreendermos com maior alcance o tratamento ético dos animais destinados ao consumo no Brasil, devemos, entretanto, considerar sua inserção numa lógica de mercado e comercialização dos animais, já que este país tem sido o segundo maior fornecedor de produtos agrícolas e agroindustriais para a União Européia ao longo dos últimos onze anos e, como mostram as estatísticas do agronegócio brasileiro, a criação industrial de animais registra um enorme crescimento.
É preciso não perder de vista, portanto, que o "abate humanitário", muito provavelmente, deveu-se às exigências da União Européia para a importação de produtos de origem animal, uma vez que sua legislação exige que estes animais sejam abatidos em condições humanitárias minimamente equivalentes às suas.
A produção de animais em larga escala torna necessária uma engenharia de suas vidas e de suas mortes. Com o crescimento das cidades e a expansão capitalista, o campo brasileiro passa a obedecer a uma lógica competitiva de racionalização tecnocientífica e as técnicas de produção e de reprodução da vida animal passam a ser orientadas pelo modelo industrial (M.Santos, 1996).
Considerando esses fatores, perguntamos-nos: o que significa abater humanitariamente, e qual é o modelo de abate que podemos abstrair de uma prática que permite confluir tratamento ético e eficácia técnica?
Em uma análise sobre a prática de insensibilização nos abatedouros do sudoeste francês, Noélie Vialles (1987) afirma que tal procedimento divide o momento da morte em dois: insensibilização e sangria – a primeira devendo ser necessariamente seguida da segunda, com um intervalo máximo de um minuto entre as duas, um magarefe executando cada uma das tarefas. Como a autora coloca, é essa repartição das tarefas no momento do abate que faz com que o momento da morte, bem como as atribuições de responsabilidade pelo ato, não possam ser precisadas.
Sendo a sangria, e não a insensibilização, o que leva o animal à morte, aquele que o insensibiliza não está senão anestesiando o animal, de modo que este chega ao segundo magarefe "como morto". Nesse sistema, diluídas as responsabilidades, ninguém realmente mata: pode-se matar sem que esse ato configure uma ocisão.
O abate industrial "humanitário" parece, assim, propor, para todos os efeitos do reconhecimento da vida naquilo que se transformará em uma substância alimentar, uma morte sem dor como ideal. Eliminada a dor e o sofrimento dos animais destinados , estaria assegurado um tratamento ético aos animais. Parece-nos que, ao reificar a observância da não-violência, o "abate humanitário" revela a suspeita de uma violência imanente ao abate. Segundo N.Vialles,
"[o] caráter massivo do abate, por si próprio, reveste-o de um caráter violento: mesmo se não se pratica qualquer brutalidade, os animais já são os objetos indiferenciados de uma transformação utilitária. (...) No abate massivo, os animais são como já mortos, suas próprias vidas abolidas por seu número, de modo que a ausência de violência real, tratando-os como coisas (...) aparece, ela mesma, como violência, menos visível e por isso mais temível" (1987:83, tradução minha).
A conjunção entre não-violência e humanitarismo que o "abate humanitário" intenta estabelecer, negando ao animal mesmo a capacidade de sentir dor, acaba por reificá-lo, tornando-o idealmente mais próximo da substância alimentar em que deverá transformar-se. Ao mesmo tempo em que reconhece sensciência ao animal, o "abate humanitário" permite que a ação do abate não recaia mais sobre uma vida, mas sobre um ser inerte, quase uma substância. Se a insensibilização, que visa economizar o sofrimento animal, tem como beneficiário o indivíduo, este, de fato, não existe senão como parte de um conjunto, ou antes, de uma espécie animal, mais propriamente designada "animal de corte", uma espécie animal especializada em nascer, engordar e morrer.
Nesse sentido, uma comparação da eficácia dos métodos de abate com aquela dos métodos de execução dos criminosos analisada por M.Foucault (1987) se mostra profícua. Tanto quanto a guilhotina, "a máquina das mortes rápidas e discretas" (1987:17), para os homens, na França do fim do século XVIII, o recentemente instituído "abate humanitário" de animais destinados ao consumo humano traz uma "nova ética da morte legal" (1987:17).
Seria ingênuo acreditar que o humanitarismo associado ao abate industrial de animais constitui uma mitigação, de fato, do sofrimento às espécies consumidas, quando, antes, reitera a categoria 'animal de corte' (estendendo, inclusive, a gama das espécies contempladas a animais silvestres criados em cativeiro) e permite aumentar a velocidade e a intensidade da produção.
Aplicado às formas contemporâneas industriais de matar, o humanitarismo deve ser entendido à luz de suas transformações semânticas. Se é possível conjugar abate em larga escala e humanitarismo, devemos perguntar-nos não em que medida houve reavaliação da produção industrial a partir de princípios humanitários, mas, antes, em que medida há reavaliação do humanitarismo a partir da produção industrial.
O humanitarismo de que resultam as novas tecnologias da morte produz eficientes máquinas de poupar o sofrimento. Solução ritual que vem poupar, de fato, o sofrimento daquele que mata. Como nos lembra Foucault a propósito da guilhotina – e estendemos aqui suas considerações para abarcar o "abate humanitário" –, "[a] morte é então reduzida a um acontecimento visível, mas instantâneo.(...) Já não ocorrem as afrontas físicas; o carrasco só tem que se comportar como um relojoeiro meticuloso" (M.Foucault, 1987).
Resolvido o problema moral, as engrenagens da produção industrial da morte podem seguir a pleno vapor, estimuladas pela aceleração de uma racionalidade técnica eficaz, agora ética e humanitária.
sábado, 29 de janeiro de 2011
E o que diz o médico?
FERNANDA CORREIA
da Livraria da Folha
da Livraria da Folha
| Tomaz Vello |
| Dr. Eric Slywitch é vegetariano e dedica-se à orientação de dietas |
Há algum tempo o vegetarianismo entrou em pauta. Seja pela preocupação com o meio ambiente, seja pelo sempre questionado consumo de carne, muitas pessoas mudaram seus hábitos alimentares ou pensaram em fazê-lo.
Eric Slywitch é médico e especialista em nutrição. Vegetariano, dedica seu trabalho a orientar as pessoas que desejam adotar esta dieta. É autor dos livros "Virei Vegetariano e Agora?" e "Alimentação sem Carne", nos quais mostra os benefícios de abandonar o consume de carnes, sempre embasado em pesquisas científicas.
Em entrevista à Livraria da Folha, Slywitch explica o que é ser vegetariano, desfaz a confusão de que quem adota esta dieta não come apenas carne vermelha e derruba o mito que basta substituir os produtos de origem animal por soja.
Entre outras dúvidas, o médico mostra quais os passos a serem seguidos por quem deseja mudar sua alimentação, como os pais devem agir com seus filhos quando estes decidem ser vegetarianos e como alimentar um bebê com esta dieta.
Leia abaixo a entrevista na íntegra:
Livraria da Folha: Existem diversas dúvidas a respeito do que é ser vegetariano. O que é ser vegetariano?
Eric Slywitch: Vegetarianismo é a prática de se alimentar sem nenhum produto que implique na morte de um ser do reino animal.
De forma genérica, vegetariano é o indivíduo que não utiliza nenhum tipo de carne (vermelhas ou brancas) na sua dieta. Assim, a dieta vegetariana é aquela que não utiliza nenhum tipo de carne.
Vegetarianismo é sinônimo de alimentação sem carne. Essa é a característica comum de todos os vegetarianos.
O vegetariano pode ou não utilizar derivados animais na sua alimentação.
Eric Slywitch: Vegetarianismo é a prática de se alimentar sem nenhum produto que implique na morte de um ser do reino animal.
De forma genérica, vegetariano é o indivíduo que não utiliza nenhum tipo de carne (vermelhas ou brancas) na sua dieta. Assim, a dieta vegetariana é aquela que não utiliza nenhum tipo de carne.
Vegetarianismo é sinônimo de alimentação sem carne. Essa é a característica comum de todos os vegetarianos.
O vegetariano pode ou não utilizar derivados animais na sua alimentação.
Livraria da Folha: Quais os cuidados que devem ser tomados ao adotar uma dieta vegetariana?
Slywitch: O cuidado maior é saber que os substitutos das carnes são os feijões. É comum o vegetariano iniciante abusar do consumo de ovos, queijo e até soja com a intenção de ingerir a "proteína que tinha na carne".
Trocado a carne pelos feijões, é importante que o vegetariano utilize os demais grupos alimentares na elaboração do cardápio.
Na rua, ao escolher pratos vegetarianos pode haver um pouco de dificuldade, pois pratos inocentes, como um simples molho ao sugo, podem conter caldo de carne. Com o tempo, o vegetariano aprende onde estão algumas "armadilhas".
Slywitch: O cuidado maior é saber que os substitutos das carnes são os feijões. É comum o vegetariano iniciante abusar do consumo de ovos, queijo e até soja com a intenção de ingerir a "proteína que tinha na carne".
Trocado a carne pelos feijões, é importante que o vegetariano utilize os demais grupos alimentares na elaboração do cardápio.
Na rua, ao escolher pratos vegetarianos pode haver um pouco de dificuldade, pois pratos inocentes, como um simples molho ao sugo, podem conter caldo de carne. Com o tempo, o vegetariano aprende onde estão algumas "armadilhas".
| Divulgação |
| Desfazendo mitos, dr Eric Slywitch mostra como se tornar vegetariano |
Livraria da Folha: Por que ser vegetariano? Quais os benefícios para a saúde?
Slywitch: Há, basicamente, 3 motivos para uma pessoa se tornar vegetariana: ética, saúde e meio-ambiente.
Pelo motivo ético, parar de comer carne significa deixar de infringir dor e sofrimento aos animais.
Do ponto de vista da saúde, estudos com populações vegetarianas, quando comparadas com as que comem carne, mostram redução de inúmeras doenças:
- Redução das mortes por doença cardiovascular em 31% em homens vegetarianos e 20% em mulheres vegetarianas (reunião de 5 estudos prospectivos totalizando 76 mil indivíduos).
- Níveis sangüíneos de colesterol 14% mais baixos em ovo-lacto-vegetarianos do que nos onívoros.
- Níveis sangüíneos de colesterol 35% mais baixos em veganos do que nos onívoros.
- Menor pressão arterial (redução de 5 a 10 mmHg) nos vegetarianos.
- Redução de até 50% do risco de apresentar diverticulite nos vegetarianos.
- Onívoros apresentam o dobro do risco de apresentar diabetes quando comparados com vegetarianos (estudo com 34.198 indivíduos adventistas).
Há estudos recentes demonstrando que os diabéticos, quando adotam uma dieta vegana com baixo teor de gordura (comparados com os que adotam uma dieta preconizada pela Associação de Diabetes Americana) têm o dobro de benefícios com relação à perda de peso, uso de medicamentos, redução do "colesterol ruim" e da perda de proteína pelos rins (microalbuminúria).
- Probabilidade duas vezes menor de apresentar pedras na vesícula nas mulheres vegetarianas (estudo com 800 mulheres entre 40 e 69 anos).
- Os onívoros têm um risco 54% maior de ter câncer de próstata (estudo com 34.198 indivíduos adventistas).
- Os onívoros têm um risco 88 % maior de ter câncer de intestino grosso (cólon e reto). A carne vermelha ou branca está vinculada (de forma independente) com o risco aumentado de câncer de intestino grosso (estudo com 34.198 indivíduos adventistas).
- Redução da incidência de obesidade em vegetarianos. O estudo EPIC-Oxford avaliou 33.883 onívoros e 31.546 vegetarianos e constatou que a obesidade estava presente em 7,1% dos homens e 9,3% das mulheres onívoras, contra 1,6% dos homens e 2,5% das mulheres veganas, respectivamente.
- Pelo menor teor de proteínas e por melhorar o perfil lipídico, a dieta vegetariana pode ser benéfica para os que estão perdendo a função renal.
- Alguns estudos apontam que uma dieta vegetariana sem derivados animais e com predominância de alimentos crus reduz os sintomas de fibromialgia.
O meio-ambiente agradece ao pararmos de comer carne, pois a pecuária é uma atividade que contribui de forma significativa com a contaminação de mananciais aqüíferos do planeta, a desertificação de solos, a devastação de florestas e ecossistemas, além de contribuir com o aumento de emissão de gazes que geram o efeito estufa, pois a pecuária é a principal fonte dessas emissões oriundas das atividades humanas segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Cerca de 18% de todos os gazes com potencial de causar efeito estufa provém da pecuária, enquanto 13% provém dos meios de transporte.
Slywitch: Há, basicamente, 3 motivos para uma pessoa se tornar vegetariana: ética, saúde e meio-ambiente.
Pelo motivo ético, parar de comer carne significa deixar de infringir dor e sofrimento aos animais.
Do ponto de vista da saúde, estudos com populações vegetarianas, quando comparadas com as que comem carne, mostram redução de inúmeras doenças:
- Redução das mortes por doença cardiovascular em 31% em homens vegetarianos e 20% em mulheres vegetarianas (reunião de 5 estudos prospectivos totalizando 76 mil indivíduos).
- Níveis sangüíneos de colesterol 14% mais baixos em ovo-lacto-vegetarianos do que nos onívoros.
- Níveis sangüíneos de colesterol 35% mais baixos em veganos do que nos onívoros.
- Menor pressão arterial (redução de 5 a 10 mmHg) nos vegetarianos.
- Redução de até 50% do risco de apresentar diverticulite nos vegetarianos.
- Onívoros apresentam o dobro do risco de apresentar diabetes quando comparados com vegetarianos (estudo com 34.198 indivíduos adventistas).
Há estudos recentes demonstrando que os diabéticos, quando adotam uma dieta vegana com baixo teor de gordura (comparados com os que adotam uma dieta preconizada pela Associação de Diabetes Americana) têm o dobro de benefícios com relação à perda de peso, uso de medicamentos, redução do "colesterol ruim" e da perda de proteína pelos rins (microalbuminúria).
- Probabilidade duas vezes menor de apresentar pedras na vesícula nas mulheres vegetarianas (estudo com 800 mulheres entre 40 e 69 anos).
- Os onívoros têm um risco 54% maior de ter câncer de próstata (estudo com 34.198 indivíduos adventistas).
- Os onívoros têm um risco 88 % maior de ter câncer de intestino grosso (cólon e reto). A carne vermelha ou branca está vinculada (de forma independente) com o risco aumentado de câncer de intestino grosso (estudo com 34.198 indivíduos adventistas).
- Redução da incidência de obesidade em vegetarianos. O estudo EPIC-Oxford avaliou 33.883 onívoros e 31.546 vegetarianos e constatou que a obesidade estava presente em 7,1% dos homens e 9,3% das mulheres onívoras, contra 1,6% dos homens e 2,5% das mulheres veganas, respectivamente.
- Pelo menor teor de proteínas e por melhorar o perfil lipídico, a dieta vegetariana pode ser benéfica para os que estão perdendo a função renal.
- Alguns estudos apontam que uma dieta vegetariana sem derivados animais e com predominância de alimentos crus reduz os sintomas de fibromialgia.
O meio-ambiente agradece ao pararmos de comer carne, pois a pecuária é uma atividade que contribui de forma significativa com a contaminação de mananciais aqüíferos do planeta, a desertificação de solos, a devastação de florestas e ecossistemas, além de contribuir com o aumento de emissão de gazes que geram o efeito estufa, pois a pecuária é a principal fonte dessas emissões oriundas das atividades humanas segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Cerca de 18% de todos os gazes com potencial de causar efeito estufa provém da pecuária, enquanto 13% provém dos meios de transporte.
Livraria da Folha: O que levou você a seguir esta dieta?
Slywitch: Na adolescência, praticando artes marciais, me interessei pela filosofia oriental, especialmente o budismo. Aos poucos comecei a questionar o consumo da carne e por isso abandonei seu consumo.
Slywitch: Na adolescência, praticando artes marciais, me interessei pela filosofia oriental, especialmente o budismo. Aos poucos comecei a questionar o consumo da carne e por isso abandonei seu consumo.
Livraria da Folha: Há riscos para saúde ao abandonar o consumo de carne?
Slywitch: Podemos correr riscos de deteriorar a saúde se qualquer grupo alimentar for indevidamente substituído. A baixa ingestão de frutas e verduras pela população (que come carne) foi a responsável pela fortificação de farinhas com esses nutriente.
Parar de comer carne implica em utilizar outros alimentos que compensem sua abstenção no cardápio.
Sendo feito isso, não há risco algum para a saúde.
Slywitch: Podemos correr riscos de deteriorar a saúde se qualquer grupo alimentar for indevidamente substituído. A baixa ingestão de frutas e verduras pela população (que come carne) foi a responsável pela fortificação de farinhas com esses nutriente.
Parar de comer carne implica em utilizar outros alimentos que compensem sua abstenção no cardápio.
Sendo feito isso, não há risco algum para a saúde.
Livraria da Folha: Como substituir os nutrientes oferecidos pela carne?
Slywitch: Recomendo que o vegetariano sempre ingira feijões, o que inclui ervilha, lentilha, grão de bico... Esses são os melhores substitutos da carne.
A soja é desnecessária para o vegetariano. Ele pode utilizá-la, mas a sua ausência no cardápio não traz problema algum.
Os demais alimentos também são bem conhecidos como parte de uma dieta saudável: cereais (de preferência integrais), verduras, legumes, batatas, frutas, condimentos, oleaginosas (opcionais, pois apesar de benéficas têm maior custo). Para os que utilizam, o cardápio pode contemplar ovos e laticínios.
Slywitch: Recomendo que o vegetariano sempre ingira feijões, o que inclui ervilha, lentilha, grão de bico... Esses são os melhores substitutos da carne.
A soja é desnecessária para o vegetariano. Ele pode utilizá-la, mas a sua ausência no cardápio não traz problema algum.
Os demais alimentos também são bem conhecidos como parte de uma dieta saudável: cereais (de preferência integrais), verduras, legumes, batatas, frutas, condimentos, oleaginosas (opcionais, pois apesar de benéficas têm maior custo). Para os que utilizam, o cardápio pode contemplar ovos e laticínios.
Livraria da Folha: Existe alguma restrição para adotar esta dieta? Crianças, por exemplo, podem segui-la?
Slywitch: Não há riscos se a alimentação está equilibrada.
Pais católicos criam filhos católicos. Pais judeus criam filhos judeus.
Pais onívoros criam seus filhos comendo carne. Pais vegetarianos criam filhos vegetarianos.
É direito dos pais passarem os valores de vida que têm aos filhos, desde que aprendam sobre o que deve ser feito para suprir com segurança as necessidades do bebê.
Bebês que comem carne podem precisar de suplementos de ferro em determinado momento de vida, assim como o vegetariano.
O ponto de destaque é a vitamina B12, que sempre deve ser suplementada no vegetariano, apesar de sabermos que o que come carne também pode ter deficiência.
Todos os outros nutrientes podem ser supridos como na dieta com carne sem dificuldades.
Slywitch: Não há riscos se a alimentação está equilibrada.
Pais católicos criam filhos católicos. Pais judeus criam filhos judeus.
Pais onívoros criam seus filhos comendo carne. Pais vegetarianos criam filhos vegetarianos.
É direito dos pais passarem os valores de vida que têm aos filhos, desde que aprendam sobre o que deve ser feito para suprir com segurança as necessidades do bebê.
Bebês que comem carne podem precisar de suplementos de ferro em determinado momento de vida, assim como o vegetariano.
O ponto de destaque é a vitamina B12, que sempre deve ser suplementada no vegetariano, apesar de sabermos que o que come carne também pode ter deficiência.
Todos os outros nutrientes podem ser supridos como na dieta com carne sem dificuldades.
Livraria da Folha: Como montar uma dieta vegetariana pela primeira vez?
Slywitch: O cardápio básico deve conter cereais (de preferência integrais), frutas, verduras, legumes, feijões e óleos de boa qualidade (como o de oliva). As oleaginosas são opcionais. A redução de alimentos processados, gordurosos, frituras e doces é bem vinda, apesar de ser a recomendação solicitada a quem come carne também.
Se tiver um profissional de saúde para avaliar a sua dieta, isso será proveitoso também.
Slywitch: O cardápio básico deve conter cereais (de preferência integrais), frutas, verduras, legumes, feijões e óleos de boa qualidade (como o de oliva). As oleaginosas são opcionais. A redução de alimentos processados, gordurosos, frituras e doces é bem vinda, apesar de ser a recomendação solicitada a quem come carne também.
Se tiver um profissional de saúde para avaliar a sua dieta, isso será proveitoso também.
| Divulgação |
| Em guia prático, mostra como substituir a carne nas refeições |
Livraria da Folha: Existem diferentes tipos de vegetarianos? Quem são os veganos?
Slywitch: Os tipos são vários, como pode ver abaixo:
- Ovo-lactovegetariano: é o vegetariano que utiliza ovos, leite e laticínios na sua alimentação.
- Lactovegetariano: é o vegetariano que não utiliza ovos, mas faz uso de leite e laticínios.
- Vegetariano estrito: é o vegetariano que não utiliza nenhum derivado animal na sua alimentação. É também conhecido como vegetariano puro.
- Vegano: é o indivíduo vegetariano estrito que recusa o uso de componentes animais não alimentícios, como vestimentas de couro, lã e seda, assim como produtos testados em animais. Em inglês você vai encontrar o termo "vegan" como referência a esse indivíduo. No Brasil esse termo foi traduzido como vegano.
- Crudivorista: é, na grande maioria dos casos, um vegetariano estrito que utiliza alimentos crus, ou aquecidos no máximo a 42oC. Alguns podem aceitar leite cru e carne crua também, descaracterizando o termo vegetariano estrito. A utilização de alimentos em processo de germinação (cereais integrais, leguminosas e olegainosas) é comum nessa dieta. Diferente do que se pode imaginar, essa dieta apresenta preparações bastante sofisticadas e saborosas.
- Frugivorismo: vegetariano estrito que utiliza apenas frutos na sua alimentação. O conceito de "frutos", nesse caso, segue a definição botânica, que inclui os cereais, alguns legumes (abobrinha, beringela...), oleaginosos e as frutas.
- Macrobiótico: designa uma forma de alimentação que pode ou não ser vegetariana. O macrobiótico tem um tipo de alimentação específica, baseada em cereais integrais, com um sistema filosófico de vida bastante peculiar e caracterizado. A dieta macrobiótica, diferentemente das vegetarianas, apresenta indicações específicas quanto à proporção dos grupos alimentares a serem utilizados. Essas proporções seguem diversos níveis, podendo ou não incluir as carnes (geralmente brancas). A macrobiótica não recomenda o uso de leite, laticínios ou ovos.
- Semi-vegetariano: indivíduo que faz uso de carnes, geralmente brancas, em menos de 3 refeições por semana. Alguns consideram essa terminologia quando em apenas uma refeição por semana. Esse termo ganha importância nos estudos científicos, na comparação dos efeitos à saúde entre vegetarianos e onívoros, já que, teoricamente, o semi-vegetariano consome carne, mas menos do que um onívoro. Atenção: esse indivíduo não é vegetariano.
Slywitch: Os tipos são vários, como pode ver abaixo:
- Ovo-lactovegetariano: é o vegetariano que utiliza ovos, leite e laticínios na sua alimentação.
- Lactovegetariano: é o vegetariano que não utiliza ovos, mas faz uso de leite e laticínios.
- Vegetariano estrito: é o vegetariano que não utiliza nenhum derivado animal na sua alimentação. É também conhecido como vegetariano puro.
- Vegano: é o indivíduo vegetariano estrito que recusa o uso de componentes animais não alimentícios, como vestimentas de couro, lã e seda, assim como produtos testados em animais. Em inglês você vai encontrar o termo "vegan" como referência a esse indivíduo. No Brasil esse termo foi traduzido como vegano.
- Crudivorista: é, na grande maioria dos casos, um vegetariano estrito que utiliza alimentos crus, ou aquecidos no máximo a 42oC. Alguns podem aceitar leite cru e carne crua também, descaracterizando o termo vegetariano estrito. A utilização de alimentos em processo de germinação (cereais integrais, leguminosas e olegainosas) é comum nessa dieta. Diferente do que se pode imaginar, essa dieta apresenta preparações bastante sofisticadas e saborosas.
- Frugivorismo: vegetariano estrito que utiliza apenas frutos na sua alimentação. O conceito de "frutos", nesse caso, segue a definição botânica, que inclui os cereais, alguns legumes (abobrinha, beringela...), oleaginosos e as frutas.
- Macrobiótico: designa uma forma de alimentação que pode ou não ser vegetariana. O macrobiótico tem um tipo de alimentação específica, baseada em cereais integrais, com um sistema filosófico de vida bastante peculiar e caracterizado. A dieta macrobiótica, diferentemente das vegetarianas, apresenta indicações específicas quanto à proporção dos grupos alimentares a serem utilizados. Essas proporções seguem diversos níveis, podendo ou não incluir as carnes (geralmente brancas). A macrobiótica não recomenda o uso de leite, laticínios ou ovos.
- Semi-vegetariano: indivíduo que faz uso de carnes, geralmente brancas, em menos de 3 refeições por semana. Alguns consideram essa terminologia quando em apenas uma refeição por semana. Esse termo ganha importância nos estudos científicos, na comparação dos efeitos à saúde entre vegetarianos e onívoros, já que, teoricamente, o semi-vegetariano consome carne, mas menos do que um onívoro. Atenção: esse indivíduo não é vegetariano.
Livraria da Folha: Alguns pais assustam-se quando os filhos adotam a dieta. Quais os conselhos que você dá a pais e filhos?
Slywitch: Conversem! Os filhos devem mostrar aos pais os motivos que os levaram a adotar o vegetarianismo. Os pais devem se conter quando o intuito é criticar a decisão dos filhos.
Os pais devem saber que, quando uma pessoa (o filho) adotou o vegetarianismo pensando nos animais, a retaliação da escolha do filho apenas vai criar conflitos dentro de casa, pois nesse caso o que está mandando é a emoção, o coração. O vegetariano que foi tocado pela questão dos animais, geralmente, não consegue realmente comer mais carne.
A família terá que se abrir para repensar o preparo dos pratos. Os pais podem ajudar muito os filhos a adotarem a dieta com mais segurança.
http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/837717-soja-e-desnecessaria-para-o-vegetariano-diz-especialista-eric-slywitch.shtmlSlywitch: Conversem! Os filhos devem mostrar aos pais os motivos que os levaram a adotar o vegetarianismo. Os pais devem se conter quando o intuito é criticar a decisão dos filhos.
Os pais devem saber que, quando uma pessoa (o filho) adotou o vegetarianismo pensando nos animais, a retaliação da escolha do filho apenas vai criar conflitos dentro de casa, pois nesse caso o que está mandando é a emoção, o coração. O vegetariano que foi tocado pela questão dos animais, geralmente, não consegue realmente comer mais carne.
A família terá que se abrir para repensar o preparo dos pratos. Os pais podem ajudar muito os filhos a adotarem a dieta com mais segurança.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Esclarecimentos de um Espírito:
Vejamos o que este espírito -Ramatis- muito conceituado no meio
espírita nos fala sobre alimentação de animais:
Pergunta — Mas a alimentação carnívora, principalmente no Ocidente,
já é um hábito profundamente estratificado no psiquismo humano.
Cremos que estamos tão condicionados organicamente à ingestão de
carne, que sentir‐nos-íamos debilitados ante a sua mais reduzida dieta!
Ramatís: — Já tendes provas irrecusáveis de que podeis viver e gozar
de ótima saúde sem recorrerdes à alimentação carnívora. Para provar
o vosso equívoco,bastaria considerar a existência, em vosso mundo,
de animais corpulentos e robustos, de um vigor extraordinário e que,
entretanto, são rigorosamente vegetarianos, tais como o elefante,
o boi, o camelo, o cavalo e muitos outros.
Quanto ao condicionamento biológico, pelo hábito de comerdes carne,
deveis compreender que o orgulho, a vaidade, a hipocrisia ou a
crueldade, também são estigmas que se forjaram através dos séculos,
mas tereis que eliminál-os definitivamente do vosso psiquismo.
O hábito de fumar e o uso imoderado do álcool também se estratifi-
cam na vossa memória etérica; no entanto, nem por isso os justificais
como necessidades imprescindíveis das vossas almas invigilantes.
Reconhecemos que, através dos milênios já vividos, para a formação
de vossas consciências individuais, fostes estigmatizados com o vita-
lismo etérico da nutrição carnívora; mas importa reconhecerdes que já
ultrapassais os prazos espirituais demarcados para a continuidade
suportável dessa alimentação mórbida e cruel. Na técnica evolutiva
sideral, o estado psicofísico do homem atual exige urgente aprimora-
mento no gênero de alimentação; esta deve corresponder,também,
às próprias transformações progressistas que já se sucederam na
esfera da ciência, da filosofia, da arte, da moral e da religião.
O vosso sistema de nutrição é um desvio psíquico, uma perversão do
gosto e do olfato; Aproximai-vos consideravelmente do bruto, nessa
atitude de sugar tutanos de ossos e de ingerirdes vísceras na feição de saborosas iguarias.
Estamos certos de que o Comando Sideral está empregando todos os
seus esforços a fim de que o terrícola se afaste, pouco a pouco, da
repugnante preferência zoofágica.
Fonte: Fisiologia da Alma - Ramatis - Psicografado por Hercílio Maes
***
E o que dizer então do V Mandamento: "Não matareis"?
Lá não especifica: "Não matareis somente os homens, pois os animais
estão liberados para serem mortos."
A lei está lá, e é uma só.
É de todos os tempos e de todos os países, e tem, por isso mesmo, um caráter divino.
Cabe a Ética e o Amor acima de tudo!
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
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